Causas do enfraquecimento da musculatura da uretra

Idade, alterações da anatomia dos órgãos da bacia (que chamam de bexiga caída), falta de estrógeno, cirurgias, trauma, partos vaginais, doenças neurológicas (parkinson, esclerose múltipla), doenças do colágeno, só para citar algumas. A lesão da musculatura da uretra (que nós, urologistas chamamos de esfíncter uretral) pode ocorrer de várias formas e por vários mecanismos. O importante é a mulher saber que existe tratamento para incontinência urinaria; e com bons resultados.

Vou sentir dor quando passar o efeito da anestesia?

A anestesia é local, primeiro o medico coloca um spray anestésico local na pele da bolsa escrotal, o que diminui muito a sensibilidade à introdução da agulha do anestésico liquido sob a pele. Invariavelmente os pacientes relatam apenas uma pequena ardência no local. Durante o procedimento, após a realização da anestesia, não existe nenhum tipo de dor. O mais comum é o comentário da percepção de que “foi mexido”, mas que não chega a configurar dor.

O homem que se submeter à reversão da vasectomia precisa fazer algum exame em especial?

Está é uma pergunta frequente e a resposta é NÃO. A reversão da vasectomia é uma cirurgia muito parecida com a própria vasectomia. O homem deve tomar os mesmos cuidados que tomou para a vasectomia. Caso após a cirurgia de vasectomia tenha aparecido alguma doença como: diabetes, hipertensão arterial, problemas cardíacos ou quadros alérgicos, o urologista devera ser informado antes da reversão da vasectomia, para que o mesmo analise quais exames serão necessários.

Quais são as causas e tipos de fimose?

Causas de fimose:

  • Congênita: Quando a criança nasce com a pele do pênis fechando e impedindo a exteriorização da glande.
  • Adquirida: Mais comum em adolescentes, adultos e até mesmo em idosos. Ocorre quando múltiplas infecções da pele prepucial e da glande geram um machucado que, quando cicatriza, fecha cada vez mais a pele o que em alguns casos pode até mesmo impedir a exteriorização da glande que antes saía facilmente.

Tipos de fimose:

  • A – Grau 1 = impede a exteriorização completa da glande
  • B – Grau 2 = possibilita apenas a exteriorização de uma pequena parte da glande
  • C – Grau 3 = possibilita a exteriorização quase completa da glande
  • D – Grau 4 = a glande fica exteriorizada com o pênis ereto, porém em repouso ela fica completamente coberta pela pele, retendo umidade e secreção.

O tratamento pode ser cirúrgico ou com uso tópico de cremes à base de corticóide. Não é indicado fazer “exercícios ou massagens” para ajudar a “abrir” o anel da pele, pois isto pode causar micro traumatismos com dor, inflamação local e até sangramentos, e a cicatrização pode agravar o estreitamento da pele.

O tratamento cirúrgico é o tratamento definitivo e o mais indicado e aconselhável, pois além de retirar o anel fibrótico retira um pouco dessa pele, deixando a glande exposta. Isso permitirá uma higiene satisfatória, um relacionamento sexual satisfatório, evitar e corrigir a parafimose. Irá diminuir os riscos de inflamações do prepúcio e de doenças sexualmente transmissíveis, os riscos de balanopostites (infecções do prepúcio e glande) além de reduzir o risco de câncer de pênis.

Vasectomia não aumenta o risco de câncer de próstata?

Homens que consideram uma vasectomia não devem se preocupar que o procedimento aumentará o risco de câncer de próstata, dizem os pesquisadores.

Em uma revisão da pesquisa passada, eles encontraram um ligeiro aumento no risco de câncer de próstata entre os homens submetidos a vasectomia, mas o autor principal do estudo disse que o achado pode ser devido a outros fatores e não deve ser uma preocupação.

Os dados do final da década de 1980 sugeriram uma ligação entre a vasectomia e câncer de próstata subsequente. Havia alguma preocupação com a qualidade dessa pesquisa. Estudos mais recentes também produziram resultados mistos. “Foi realizado uma pesquisa para sintetizar tudo e fazer uma meta-análise para obter uma resposta unificada”.

Para a revisão, os pesquisadores analisaram a literatura médica e encontraram 53 estudos que examinaram a ligação entre a vasectomia e o risco de câncer de próstata.

No geral, os dados não sugeriram uma ligação entre a vasectomia e o câncer de próstata.

Os dados sugeriram que poderia haver um risco aumentado de câncer de próstata de 0,6 por cento devido à vasectomia, o que significaria que cerca de 0,5 por cento de todos os cânceres de próstata podem ser devidos ao procedimento.

Mas esse pequeno aumento não seria clinicamente significativo e não deveria dizer respeito a um homem que esteja considerando o procedimento de vasectomia. O aumento é tão pequeno que outros fatores não medidos e desconhecidos poderiam explicá-lo como historia familiar e tabagismo entre outros.

“A vasectomia é uma opção contraceptiva econômica, altamente eficiente e altamente acessível para homens”. As preocupações com o câncer de próstata não devem impedir os homens de considerar a vasectomia como opção para o planejamento familiar.

Opinião do CBU – Centro Brasileiro de Urologia:

Este estudo foi publicado na data de 18/07/2017 em um site médico muito respeitado e confiável.

Em nossa opinião o aumento da incidência nos casos de câncer de próstata nos estudos anteriores se justificava pelo fato do paciente submetido a vasectomia ter acesso ao médico urologista e como isso o diagnóstico era feito com maior frequência neste grupo. Sendo assim não há nenhum fator causal entre a vasectomia e o câncer de próstata.

Fonte: http://www.medscape.com/

Disfunção Sexual

1. Qual a relação que há entre a disfunção erétil e problemas relacionados ao coração?

Antes de responder a esta questão é importante diferenciarmos sintoma de doença.

Doença:
É uma desordem orgânica que pode apresentar múltiplos sintomas.
Sintoma:
É algo que o paciente sente decorrente de uma doença.

Neste contesto disfunção erétil não deve ser encarado como uma doença e sim com um sintoma. Ao avaliarmos um paciente com disfunção erétil, antes de pensarmos em tratar estes sintomas, devemos avaliar e diagnosticar a doença que causou este sintoma.

A ereção ocorre por fluxo de sangue para o pênis e este é um evento muito complexo. Na avaliação inicial do paciente com disfunção erétil deveremos avaliar:

  • Hormônios (para avaliar a libido e estimulo inicial a ereção);
  • Doenças vasculares (artérias doentes “obstruídas” não conduzem bem o sangue);
  • Doenças neurológicas (são os nervos através do sistema nervoso simpático que irão estimular esta vasodilatação);
  • Alterações psicológicas (o estresse inibe a ereção);
  • Doenças cardíacas (o coração é a bomba que vai conduzir o sangue para o pênis).

Hoje em dia não se tem mais dúvida que a disfunção sexual tem uma relação direta com alterações cardiológicas.

A situação mais comum observada são os efeitos colaterais dos medicamentos anti hipertensivos sobre a ereção. A grande maioria dos anti hipertensivos tem seu efeito colateral sobre a ereção e este quadro é sorrateiro e o paciente só apresentará uma queixa mais importante cerca de 2 anos após o inicio do tratamento anti-hipertensivo.

Como a Hipertensão arterial normalmente acontece em pacientes mais idosos e com uma vida sexual não tão ativa , este sintoma demoram para ser diagnosticados . Além dos anti hipertensivos existe uma serie de remédios cardiológicos que dificultam a vida sexual do paciente. Outra maneira em que o paciente cardiológico apresenta disfunção sexual é pela própria doença cardiológica em si, que diminui a resistência física do paciente para vida sexual e também dificulta o fluxo sanguíneo na micro circulação peniana (Arteriosclerose e diabetes são as principais causas )

2. É verdade que a disfunção pode ser um sinal de que o homem tem problemas cardíacos?

Agora que você já sabe a diferença entre doença e sintoma, sabemos que neste contexto disfunção erétil não deve ser encarado como uma doença e sim com um sintoma.

Para que o sangue flua para o pênis é essencial que o coração bombeie sangue com pressão, doenças cardiológicas enfraquecem o coração e isto prejudica a ereção. Muitas vezes a disfunção erétil é o primeiro sintoma da doença cardiológica. Sendo assim todo paciente com disfunção erétil deve ter uma avaliação cardiológica minuciosa.

3. Qual atitude o homem precisa tomar nesses casos?

Todo homem deve consultar regularmente o seu urologista para o controle prostático.

Durante a consulta urológica este paciente será interrogado pelo seu urologista de como está o seu quadro urinário e a parte sexual. Se este paciente tiver alguma queixa ou faz uso regular de alguma medicação, o urologista irá dar uma sequência no estudo da disfunção sexual.

No caso de disfunção erétil, o primeiro passo é procurar um médico urologista com título de especialista da SBU – Sociedade Brasileira de Urologia. Infelizmente, no mercado temos exemplos de clínicas que apenas tratam o sintoma disfunção erétil e não a doença, estas clínicas precisam ser evitadas. Antes de agendar sua consulta, verifique no site do CRM ou do CREMESP, se o médico tem título de especialista.

4. É verdade que emagrecer ajuda o home com disfunção erétil? Por quê isso acontece? Qual a relação de estar acima do peso e os problemas na cama?

A circunferência abdominal está diretamente relacionada com problemas cardíacos, ou seja, quanto maior a circunferência abdominal, maior a incidência de doença cardiológica. Outro ponto importante é que devemos pensar na ereção como uma atividade física, se na corrida o coração bombeia sangue para os músculos, na ereção o coração bombeia sangue para o pênis. Quanto melhor condicionamento físico do paciente, melhor será a ereção.

De maneira bem simples: A ereção é um sinal de saúde, uma vida saudável com bons hábitos alimentares e atividade física, resultam em uma boa saúde e por tanto em uma boa ereção.

Lembre-se: disfunção erétil é um sintoma de que algo está errado e um médico deve ser procurado.

Cálculo Renal

Cálculo nos rins (urolitíase) são depósitos que se formam dentro dos rins. A dor intensa é causada pela obstrução do fluxo urinário causada pelo cálculo.

Causas

Existem várias causas da calculose urinária, as mais frequentes são:

  • Disturbio da glândula para tireoide, que altera o metabolismo do cálcio no organismo. (hiperparatiroidismo primário);
  • Acúmulo de cristais de ácido úrico, semelhante à gota nas articulações;
  • Estreitamento (estenose) do ureter, levando a urina residual na bexiga;
  • Obstrução renal presente no nascimento (obstrução congênita). A estase urinaria predispõem a
  • formação de cálculo renal;
  • Cirurgia prévia no rim ou nos ureteres;
  • Infecções renais de repetição.

Os principais sintomas são:

  • Dor intensa na região lombar;
  • Náuseas e vômitos
  • Hematuria (sangue na urina)
  • Polaciúria (frequência ou urgência ao urinar)

Diagnóstico:

  • A historia clinica ajuda muito no diagnóstico;
  • Exames de urina e de sangue;
  • Tomografia computadorizada é o padrão ouro para diagnostico da calculose urinaria;
  • Ocasionalmente, é realizado um exame do interior da bexiga urinária (cistoscopia).

Tratamento:

  • Observação;
  • Aumentando a ingestão de líquidos;
  • Litotripsia de onda de choque extracorpórea – Este é um procedimento não-invasivo que usa ondas de choque para quebrar cálculos renais;
  • A cirurgia pode ser necessária se o paciente tiver dor intensa ou obstrução do fluxo urinário persistente. Existem vários procedimentos cirúrgicos. A maioria dos procedimentos são realizados com o uso de instrumentos endoscópicos e feito pelo canal de urina;
  • Somente pequenas incisões são necessárias em casos muito especiais para acomodar esses instrumentos, pelo que o tempo de recuperação é minimizado.

O tamanho, a localização e a composição química são todas variáveis importantes que determinarão a escolha adequada da ação para o paciente. Fale com o seu urologista. Fone: 55 11 3045-6436 para compreender melhor a situação, de modo a minimizar o risco de agressão para o seu rim.

Instruções para cuidados internos:

  • Beba bastante água e fluidos para manter sua urina clara ou amarelo pálido. Isso irá ajudar a eliminar os fragmentos de cálculos;
  • Coe toda a urina através de um filtro. Mantenha todos os fragmentos de cálculo em um vidro e encaminhe ao seu urologista para uma análise química;
  • É muito importante usar o filtro cada vez que você for urinar. A sua pedra permitirá que seu médico analise e verifique a origem da mesma;
  • A análise de pedra geralmente identifica o que se pode fazer para reduzir a incidência de recorrências;
  • Apenas tome medicamentos com receita médica ou prescrição para dor, desconforto ou febre, conforme indicado pelo seu médico;
  • Mantenha todas as visitas de acompanhamento informadas pelo seu médico. Isso é importante;
  • Obtenha raios X de acompanhamento, se necessário. A ausência de dor nem sempre significa que a pedra passou. Pode ter parado de se mover. Se a urina permanece completamente obstruída, pode causar perda de função renal ou mesmo destruição completa do rim. é sua responsabilidade certificar-se de que os raios X e os acompanhamentos estão completos. Os ultrassons do rim podem mostrar bloqueios e o estado do rim. Os ultrassons não estão associados a nenhuma radiação e podem ser realizados facilmente em questão de minutos.

Faça mudanças na sua dieta diária conforme informado pelo seu médico.

Você pode ser informado para:

  • Limite a quantidade de sal que você come;
  • Coma 5 ou mais porções de frutas e legumes a cada dia;
  • Limite a quantidade de carne, aves, peixe e ovos que você come;
  • Colecione uma amostra de urina de 24 horas conforme informado pelo seu médico. Talvez seja necessário coletar outra amostra de urina a cada 6-12 meses.

Fonte: Elsevier Interactive Patient Education © 2017 Elsevier Inc.
Última revisão: 22 de maio de 2017.