Câncer nos testículos: conheça a doença que matou Léo Rosa

Ator Léo Rosa falece aos 37 anos 

Na semana passada, infelizmente, tivemos uma triste notícia na mídia brasileira: o ator Léo Rosa faleceu no dia 09 de março, aos 37 anos, após uma luta de 3 anos contra o câncer nos testículos.

Segundo as informações, a doença se espalhou por outras áreas do corpo e o ator acabou não resistindo.

Assim como muitos homens, ele descobriu a doença em 2018 durante a realização de exames para outros tipos de problemas de saúde e, desde então, vinha realizando sessões de quimioterapia e tratamentos alternativos para tentar reverter o quadro.

Sintomas

Os sintomas mais comuns do câncer de testículo são:

– Inchaço ou nódulo no testículo: surge um nódulo em um dos testículos ou um dos testículos fica inchado ou aumentado. Pode causar dor, mas nas maioria dos casos isso não ocorre.

 – Dor ou crescimento da mama: é raro, mas esse sintoma ocorre porque certos tipos de tumores secretam altos níveis do hormônio gonadotrofina coriônica (HCG), que estimula o desenvolvimento da mama.

Alguns sinais mais graves podem indicar uma situação de câncer mais avançada:

  • Dor constante nas costas;
  • Sensação de falta de ar ou tosse frequente;
  • Dor constante na barriga.

Esses sintomas são mais raros de ocorrer e, geralmente indicam que o câncer se espalhou para outros locais como nódulos linfáticos, pulmão ou fígado, por exemplo.

Causas do câncer nos testículos

Ainda não há uma resposta definitiva sobre o que causa o câncer nos testículos, porém alguns fatores podem aumentar o risco de um homem desenvolver o problema:

  • Ter um testículo que não desceu;
  • Ter histórico familiar de câncer de testículo;
  • Já ter tido câncer em um testículo;
  • Estar na faixa etária entre 20 e 34 anos.

Tratamento

O câncer nos testículos tem a possibilidade de cura, na maioria dos casos, mesmo quando ocorrem metástases. No entanto, a indicação do tratamento varia de acordo com a evolução da doença em cada paciente. Pode ser indicado sessões de radioterapia, quimioterapia ou cirurgia.

É importante informar que este tipo de câncer costuma ocorrer após a adolescência. E, muitas vezes, esses jovens têm vergonha de falar sobre o assunto com os seus pais.

Portanto, aproveitamos para fazer um alerta! Os pais devem estar atentos a qualquer sinal de que algo não vai bem com a saúde do seu filho, especialmente se existe algum fator de risco para o surgimento do câncer.

Recomendamos que os pais agendem uma consulta com o urologista para acompanhamento médico logo no início da adolescência.

Como sempre reforçamos aqui no blog, é imprescindível fazer esse acompanhamento periódico.  

Se tiver alguma dúvida, agende uma consulta e fale com um de nossos especialistas. 

Para agendar uma consulta com um dos urologistas do CBU ligue para 3046-3690 ou clique aqui e faça o agendamento on-line.

 

O Câncer de Próstata – Novembro Azul

Há uma grande confusão entre os pacientes no que diz respeito à hiperplasia prostática benigna da próstata que, como o próprio nome diz, é uma doença benigna, e o câncer de próstata, que é um mal capaz de levar a metástases à distância (espalhar células tumorais pelo corpo).

O câncer da próstata

É uma doença “silenciosa”, ou seja, na grande maioria dos casos iniciais é absolutamente assintomático. Os sintomas clínicos, quando se apresentam, indicam que a doença já está avançada e com pouca possibilidade de tratamento curativo.

Esse tipo de câncer é muito comum, sendo que, após os 50 anos, representa cerca de 40% de todos os cânceres masculinos, sendo estimado que entre 3 e 5% dos homens morrerão de câncer de próstata.

Causas e tratamentos

Fatores genéticos são importantes para a ocorrência da doença. Parentes de primeiro grau de homens acometidos pela doença têm maiores chances de desenvolvê-la.

Existem várias modalidades de tratamento: cirurgia, radioterapia, hormonioterapia e quimioterapia. A indicação correta do tratamento dependerá de vários fatores como idade, estado geral de saúde do paciente, expectativa da doença, entre outros.

Cuidados preventivos

A melhor maneira de evitar complicações decorrentes do câncer de próstata é a detecção precoce da neoplasia em sua fase inicial. Daí a importância de os homens realizarem visitas periódicas aos urologistas, principalmente após os 45 anos.

Uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas não-transmissíveis.

Nesse sentido, outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, identificar e tratar adequadamente a hipertensão, diabetes e problemas de colesterol, diminuir o consumo de álcool e não fumar.

Consulte sempre um Urologista!

Para agendar uma consulta com um dos especialistas do CBU ligue para 3046-3690 ou clique aqui e faça o agendamento online.

Se desejar tirar dúvidas sobre o câncer de próstata, agende uma teleorientação, pelo site: www.centrobrasileirodeurologia.com.br

 

 

Câncer Renal Infantil

Os tumores renais correspondem a cerca de 7% de todos os tumores pediátricos. O Tumor de Wilms é tumor renal mais comum em crianças. Este tipo de tumor é menos frequente em crianças maiores e adultos, nessa faixa etária o carcinoma de células claras renais é o diagnóstico mais comum. Nas últimas décadas têm sido alcançada uma melhora significativa na sobrevida destes pacientes. A sobrevida global em cinco anos para crianças menores de 15 anos pode atingir 90%. A melhora importante dos resultados se deve aos estudos cooperativos, com incorporação da abordagem multimodal. O Tumor de Wilms pode acometer um ou ambos os rins. Aproximadamente de 5 a 10% dos pacientes com essa doença apresentam tumores bilaterais ou multicêntricos, sendo a prevalência maior nos indivíduos com predisposição genética, quando comparados aos indivíduos sem essas alterações. Em alguns casos, podem ocorrer metástases ao diagnóstico, sendo mais comum para o pulmão. Outros locais de metástase são fígado, cérebro, ossos e linfonodos. Tumores renais menos comuns na infância incluem: nefroma mesoblástico, sarcoma de células claras renais, tumor rabdoide maligno do rim, carcinoma de células renais e linfomas renais, por exemplo.

Prevenção e Fatores de Risco

A causa ainda é desconhecida. Algumas condições clínicas e síndromes genéticas podem estar associadas a um maior risco de desenvolver o Tumor de Wilms: síndrome WAGR (Tumor de Wilms, Aniridia, anormalidades Genitourinárias e Retardo mental), anormalidades genitourinárias (como criptorquidia, hipospádia, estenose da junção ureteropélvica, entre outros), Síndrome de Beckwith-Wiedemann, história familiar de Tumor de Wilms, aniridia isolada e hemihipertrofia isolada. Não há prevenção para este tipo de tumor, nem foi descrita associação a estilo de vida ou fatores ambientais com este tipo de câncer. Pacientes com fatores de risco, como os descritos anteriormente, devem ser rastreados periodicamente por meio de ultrassonografia de abdome. O diagnóstico precoce é fundamental.

Diagnóstico

O diagnóstico precoce é primordial para um melhor prognóstico. Uma anamnese e exame físico detalhados são essenciais para a suspeita do diagnóstico. Na maioria dos casos, os pacientes apresentam massa palpável em exame clínico de rotina ou detectado pelos próprios cuidadores. A massa abdominal, em geral, não ultrapassa a linha média. Outros sintomas podem estar presentes como infecção urinária, hematúria, hipertensão arterial e dor abdominal, náusea, vômitos, perda de apetite, respiração curta e constipação. Os exames de imagem têm papel fundamental no diagnóstico deste tipo de tumor. A ultrassonografia abdominal é um exame de alto valor nesses casos por ser de mais fácil acesso e execução, livre de irradiação e capaz de avaliar ambos os rins e seus vasos. Para melhor avaliação da tumoração, é preconizada uma tomografia computadorizada de abdome e pelve e/ou ressonância magnética de abdome. Nesses exames, é evidenciada a massa de origem renal, sendo que é de extrema importância a avaliação de ambos os rins. Os exames laboratoriais são úteis para avaliar a condição clínica do paciente, presença de anemia, alteração da função renal e/ou coagulopatias. Não há marcadores específicos para o Tumor de Wilms. Quando a imagem é característica de tumor sólido renal e a criança tem mais de 7 meses de idade, a biópsia nem sempre é necessária e pode-se iniciar o tratamento quimioterápico neoadjuvante.

Tratamento

A abordagem do Tumor de Wilms abrange tratamento combinado que inclui quimioterapia, cirurgia para ressecção do tumor e/ou radioterapia. A abordagem terapêutica inicial pode variar de acordo com o protocolo terapêutico. O grupo cooperativo americano preconiza cirurgia inicial (nefrectomia), seguida de quimioterapia. O grupo cooperativo europeu preconiza quimioterapia pré-operatória, para diminuir a ruptura tumoral e facilitar a ressecção cirúrgica do tumor. Após a cirurgia, de acordo com as características encontradas na avaliação anatomopatológica, são utilizadas quimioterapia e/ou radioterapia, sendo que a intensidade do tratamento é direcionada de acordo com os fatores prognósticos clínicos e biológicos e grupos de risco. O tempo de tratamento e os tipos de drogas utilizadas dependem dessa avaliação e têm como objetivo alcançar uma maior possibilidade de cura e menos efeitos tardios relacionados à doença ou ao tratamento. A abordagem terapêutica e o acompanhamento dos pacientes com Tumor de Wilms devem ser realizados em centros de referência com equipe multidisciplinar que inclui radiologista, patologista, pediatra geral, oncologista pediátrico, radioterapeuta, cirurgião pediátrico oncológico, enfermeiras especializadas, psicólogas, assistente social, dentista, terapeuta ocupacional entre outros.

Após o tratamento

O Tumor de Wilms é um dos tipos de tumores na infância com maior chance de cura, com uma sobrevida elevada. O tratamento engloba cirurgia, em geral envolvendo nefrectomia, além de quimioterapia e radioterapia, o que pode acarretar efeitos adversos a médio e longo prazo. O seguimento destes pacientes para detecção precoce dessas anormalidades e o suporte clínico e psicológico adequados são de fundamental importância para melhorar a qualidade de vida.

Estudos clínicos em aberto

Confira os estudos clínicos abertos para inclusão de pacientes no INCA.

Classificação e estadiamento

O estadiamento é realizado por meios dos exames de imagem para detecção de massa em um ou ambos os rins e metástases a distância. Com isso, é possível planejar o tratamento adequado. Os exames de imagem utilizados são radiografia de tórax, ultrassonografia de abdome e tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve. O estadiamento, baseado na patologia, após a cirurgia de ressecção tumoral, é de extrema importância para o planejamento do tratamento adjuvante. Além da extensão da doença, o subtipo histológico do Tumor de Wilms também é levado em consideração na classificação de risco e planejamento terapêutico.