Disfunção Sexual

1. Qual a relação que há entre a disfunção erétil e problemas relacionados ao coração?

Antes de responder a esta questão é importante diferenciarmos sintoma de doença.

Doença:
É uma desordem orgânica que pode apresentar múltiplos sintomas.
Sintoma:
É algo que o paciente sente decorrente de uma doença.

Neste contesto disfunção erétil não deve ser encarado como uma doença e sim com um sintoma. Ao avaliarmos um paciente com disfunção erétil, antes de pensarmos em tratar estes sintomas, devemos avaliar e diagnosticar a doença que causou este sintoma.

A ereção ocorre por fluxo de sangue para o pênis e este é um evento muito complexo. Na avaliação inicial do paciente com disfunção erétil deveremos avaliar:

  • Hormônios (para avaliar a libido e estimulo inicial a ereção);
  • Doenças vasculares (artérias doentes “obstruídas” não conduzem bem o sangue);
  • Doenças neurológicas (são os nervos através do sistema nervoso simpático que irão estimular esta vasodilatação);
  • Alterações psicológicas (o estresse inibe a ereção);
  • Doenças cardíacas (o coração é a bomba que vai conduzir o sangue para o pênis).

Hoje em dia não se tem mais dúvida que a disfunção sexual tem uma relação direta com alterações cardiológicas.

A situação mais comum observada são os efeitos colaterais dos medicamentos anti hipertensivos sobre a ereção. A grande maioria dos anti hipertensivos tem seu efeito colateral sobre a ereção e este quadro é sorrateiro e o paciente só apresentará uma queixa mais importante cerca de 2 anos após o inicio do tratamento anti-hipertensivo.

Como a Hipertensão arterial normalmente acontece em pacientes mais idosos e com uma vida sexual não tão ativa , este sintoma demoram para ser diagnosticados . Além dos anti hipertensivos existe uma serie de remédios cardiológicos que dificultam a vida sexual do paciente. Outra maneira em que o paciente cardiológico apresenta disfunção sexual é pela própria doença cardiológica em si, que diminui a resistência física do paciente para vida sexual e também dificulta o fluxo sanguíneo na micro circulação peniana (Arteriosclerose e diabetes são as principais causas )

2. É verdade que a disfunção pode ser um sinal de que o homem tem problemas cardíacos?

Agora que você já sabe a diferença entre doença e sintoma, sabemos que neste contexto disfunção erétil não deve ser encarado como uma doença e sim com um sintoma.

Para que o sangue flua para o pênis é essencial que o coração bombeie sangue com pressão, doenças cardiológicas enfraquecem o coração e isto prejudica a ereção. Muitas vezes a disfunção erétil é o primeiro sintoma da doença cardiológica. Sendo assim todo paciente com disfunção erétil deve ter uma avaliação cardiológica minuciosa.

3. Qual atitude o homem precisa tomar nesses casos?

Todo homem deve consultar regularmente o seu urologista para o controle prostático.

Durante a consulta urológica este paciente será interrogado pelo seu urologista de como está o seu quadro urinário e a parte sexual. Se este paciente tiver alguma queixa ou faz uso regular de alguma medicação, o urologista irá dar uma sequência no estudo da disfunção sexual.

No caso de disfunção erétil, o primeiro passo é procurar um médico urologista com título de especialista da SBU – Sociedade Brasileira de Urologia. Infelizmente, no mercado temos exemplos de clínicas que apenas tratam o sintoma disfunção erétil e não a doença, estas clínicas precisam ser evitadas. Antes de agendar sua consulta, verifique no site do CRM ou do CREMESP, se o médico tem título de especialista.

4. É verdade que emagrecer ajuda o home com disfunção erétil? Por quê isso acontece? Qual a relação de estar acima do peso e os problemas na cama?

A circunferência abdominal está diretamente relacionada com problemas cardíacos, ou seja, quanto maior a circunferência abdominal, maior a incidência de doença cardiológica. Outro ponto importante é que devemos pensar na ereção como uma atividade física, se na corrida o coração bombeia sangue para os músculos, na ereção o coração bombeia sangue para o pênis. Quanto melhor condicionamento físico do paciente, melhor será a ereção.

De maneira bem simples: A ereção é um sinal de saúde, uma vida saudável com bons hábitos alimentares e atividade física, resultam em uma boa saúde e por tanto em uma boa ereção.

Lembre-se: disfunção erétil é um sintoma de que algo está errado e um médico deve ser procurado.